26 de Maio de 2017.

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Consumo diário de tomate previne câncer de próstata
07/11/2014

Além de ser um dos alimentos mais nutritivos da nossa mesa, o tomate é também um dos mais versáteis. Em saladas, tortas, molhos, sopas e sucos, o tomate oferece vitaminas e minerais que rejuvenescem e previnem uma série de doenças. A novidade é que, segundo estudo britânico divulgado recentemente, o tomate também pode reduzir os riscos de câncer de próstata, que responde por 15% dos cânceres que afetam os homens.

A pesquisa, realizada em parceria pelas universidades de Cambridge, Oxford e Bristol, analisou a alimentação e o estilo de vida de cerca de 20 mil britânicos com idade entre 50 e 69 anos, comparando homens com o câncer com outros saudáveis. Os pesquisadores verificaram que aqueles que consumiam mais de dez porções de tomate por semana reduziram em 18% o risco de câncer de próstata.

A substância que promove essa prevenção é o licopeno, um antioxidante que diminui a presença de radicais que podem atingir o DNA das células. “Qualquer antioxidante faz isso, mas o licopeno é um dos mais eficientes porque age em um tipo específico de radical”, explica a professora do curso de Nutrição da Unopar e doutora em Ciência de Alimentos, Rejane Neves Souza.

Segundo ela, todos os alimentos naturalmente vermelhos possuem o licopeno em sua composição, em maior ou menor quantidade. “O licopeno é o pigmento que dá a cor avermelhada aos alimentos. Pitanga, melancia, goiaba vermelha, mamão vermelho”, exemplifica.

Ao contrário dos nutrientes, que se apresentam em maior quantidade nos alimentos crus, o licopeno aparece mais concentrado nos alimentos cozidos. “O molho de tomate cozido, por exemplo, é melhor para a ingestão de licopeno do que o tomate cru”, garante Rejane. Segundo ela, no entanto, o consumo de licopeno associado a uma dieta ruim não terá tanta eficiência. “Alimento não é remédio. Tem que ter uma alimentação saudável, com substâncias funcionais, para ter os benefícios”, ressalta.


Orgânicos

Análises feitas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já apontaram que o tomate é um dos alimentos com maior índice de resíduos de agrotóxicos. De acordo com a coordenadora da pós-graduação em Segurança Alimentar e Nutricional da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Sila Mary Rodrigues Ferreira, o benefício do licopeno está em qualquer alimento que seja fonte de nutriente, independente da forma de cultivo. “Mas é um contra senso consumir licopeno para prevenção de câncer por meio de uma fonte de possui defensivo agrícola”.

Segundo ela, em relação aos nutrientes é possível afirmar que não há diferenças entre o tomate convencional e o orgânico. “Segundo pesquisadores franceses e de outros países, quantidade de proteínas, carboidratos e lipídios é a mesma. Existe uma pequena diferença na quantidade de minerais.”


Tomate à mesa todos os dias

Só depois que o filho se tornou produtor de tomates que a professora Walderez Okano Pereira descobriu todo o potencial desse fruto. “Eu comecei a estudar sobre o tomate e a descobrir os benefícios que ele oferece.” 
Hoje, na mesa de Walderez, tem tomate no almoço e no jantar, todos os dias.
Mãe de dois homens, a professora sempre se preocupou com o câncer de próstata. “Os homens começam a fazer o exame preventivo depois dos 40 anos. É bom começar a prevenir desde criança”, sugere. 

A produção de tomates do filho, segundo ela, é livre de agrotóxicos. Apesar de custar mais caro para o consumidor, Walderez garante que o investimento vale a pena. “As pessoas falam que é caro, mas o tomate [nessas condições] tem mais polpa e, por isso, rende mais. Os benefícios são maiores e o sabor melhor.”

O valor mais alto, segundo Luiz Pereira, filho de Walderez, decorre do custo maior aplicado à produção livre de agrotóxicos. “Produzir sem defensivos químicos demanda mais que o dobro da mão de obra que no cultivo comum. Somado a possíveis perdas de retirada de plantas doentes, isso encarece significativamente a produção.”

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