26 de Maio de 2017.

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Alimentação durante o tratamento
13/07/2014

Câncer é uma doença que causa grande impacto no estado nutricional de uma pessoa, podendo induzir deficiências nutricionais graves e perda de massa magra caso a pessoa não tenha alguns cuidados com a alimentação.

No entanto, não é apenas a doença que causa perturbações no estado nutricional da pessoa; o tratamento, por si só, vai afetar as necessidades nutricionais do indivíduo, por conta do tipo de tratamento, o local, os efeitos adversos.

Assim sendo, vamos aqui descrever um pouco dos efeitos que cada tipo de tratamento pode ter no seu organismo:

A quimioterapia recorre a agentes químicos para combater células tumorais, atingindo todo o organismo, sem seletividade; ou seja, estes agentes químicos não são capazes de dizer quais são as células malignas (células tumorais) ou as células do próprio organismo e, por isso, vão eliminar células indiscriminadamente.

Este tipo de tratamento vai ter vários efeitos secundários que afetam a alimentação e o estado nutricional, tais como anemia, cansaço, náuseas, inflamação da mucosa, vômitos, perda do apetite, alteração da percepção dos sabores e cheiros, secura de boca, disfagia, disfunção gastrointestinal (diarreia, constipação,…). Dependendo dos agentes químicos utilizados, a severidade e tipo de sintomas vão variar; também a dosagem, o tempo de tratamento, o número de ciclos, o uso de outras drogas, especificidade do próprio indivíduo e sua saúde em geral vão afetar o impacto das drogas no seu organismo.

Quando os especialistas recorrem à imunoterapia, quer dizer que vão utilizar agentes “naturais” do organismo, mas que vão ser administrados em maior quantidade. Pessoas que normalmente estão sob este tratamento podem apresentar como sintomas fadiga, arrepios, febre e outros sintomas semelhantes a gripe, e uma diminuição da ingestão de alimentos; o que pode comprometer o estado nutricional da pessoa.

Com relação à radioterapia, é um tipo de tratamento que apenas afeta as células cancerígenas e áreas em redor através de radiação local. Desta maneira, os sintomas serão mais focalizados na área do tratamento; no entanto, pode haver alguns sintomas que são gerais e que podem afetar o estado nutricional como são os casos da fadiga e da perda do apetite.

Quando se tratam de cânceres na cabeça/ pescoço os sintomas  comuns associados à alimentação são inchaço da boca, alterações na sensação de sabor e cheiro, dificuldade e/ou dor em engolir, inflamação das mucosas, boca seca, perda de peso, anorexia e fadiga; mais tarde podem também surgir cáries dentárias. Por vezes, pode ser necessária a recorrência à nutrição enteral (alimentação por sonda), para garantir o aporte de nutrientes suficientes. Em cânceres do tórax é comum as pessoas sentirem azia e dificuldade e/ou dor ao engolir. Já na zona do abdome pacientes podem sentir dor no estômago aguda (por conta de gastrite), acompanhada de náuseas, vômitos, diarreia e, mais tarde, problemas de mal absorção de nutrientes, úlceras ou obstrução.

Finalmente, na cirurgia, tratamento em que é removido o tumor cirurgicamente, dependendo do local poderão surgir vários sintomas relacionados, influenciando também o estado nutricional do indivíduo e a sua alimentação.

Portanto, tendo em conta cada tipo de tratamento, a alimentação deve ser adaptada para cada sintoma e resposta do indivíduo. Contudo, é sempre importante que estas decisões sejam tomadas depois de uma avaliação rigorosa do indivíduo feita por profissionais de saúde especializados.

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