26 de Maio de 2017.

DEPOIMENTOS

Luciana Silvestrini Dorta
21/03/2013

Meu nome é Luciana Silvestrini Dorta tenho 37 anos, sou casada com Walter Dorta Junior, tenho dois filhos o Lucas com 15 anos e a Lara com 04 anos.

Em Dezembro de 2012, fui diagnosticada com câncer de mama. Naquele momento senti que o mundo estava desabando em minha cabeça. Senti várias coisas ao mesmo tempo, sentia náuseas, suava frio, não conseguia enxergar um palmo diante de meus olhos, despenquei a chorar compulsivamente era como se minha vida tivesse parado e naquele instante era como se ali terminaria tudo. Sem chance de lutar e os planos que eu havia feito não se concretizariam, não veria meus filhos crescerem, se casarem formar uma família esses pensamentos não me saiam da cabeça.

Durante o tratamento como iria reagir,eu sei o porquê: eu estava inicialmente com medo de fazer a quimioterapia? Sim, meu cabelo iria cair. Mas essa não era a única razão. Demorei algum tempo para reconhecer que cada doença tem sua interpretação simbólica e que o câncer está associado à morte.

É muito, muito assustador estar levando a marca da morte enquanto você está viva e lutando para permanecer viva. E nada associado ao câncer – calvície, agulhas, é culturalmente interpretado como uma porta de entrada para a vida, ao contrário. 



Quando se tem câncer, é preciso lidar não apenas com a doença em si, mas com a sua representação social. Esse estigma aumenta a vulnerabilidade emocional, desrespeitando e magoando o paciente.

No Natal,  meu cabelo ficou como algodão e caía em chumaços. Isso também foi assustador e me deprimiu. Então raspei minha cabeça e ficar careca era um dos meus maiores medos e mesmo assim, a aparência é uma necessidade para pacientes como eu, que não querem parecer diferentes, que não querem andar carecas pelas ruas com as pessoas olhando com pena (ela deve ter câncer, coitada) ou com aversão de uma visão desagradável que não existe regras. Algumas mulheres como eu acham turbantes mais confortáveis, outras não se incomodam em expor suas cabeças calvas eu sabia que a quimioterapia é um tratamento sistêmico e que como tal, meu sistema imunológico como um todo foi sendo afetado pelas drogas circulando em meu sangue. Eu fui aconselhada a evitar comida crua de qualquer tipo, lugares cheios, pessoas com resfriados, o que é impossível. Câncer é uma enfermidade séria. Como muitas outras. Estigma é destrutivo. Eu gostaria que houvesse mais informação e mais pesquisa sobre a combinação de câncer e estigma.



A vida é perigosa. E bonita.



Para me ajudar a passar por tudo isso e a enfrentar essa doença de cabeça erguida e com dignidade a Casa Amor e Vida tem sido de grande importância, pois lá fui recebida com muito amor, carinho, muita atenção por profissionais competentes, responsáveis e acima de tudo humanos e solidários. Desde o primeiro dia que cheguei a casa fui recebida pela Leninha uma pessoa educada, amável que me encaminhou para Márcia (assistente social) que também é de uma educação e uma doçura que contagia, onde ela me encaminhou para Danielli (Psicóloga) e o Rogério (Reik) que me acolheram muito bem e faço meu tratamento todas as semanas e que está contribuindo muito para a minha cura física e emocional.

É um lugar onde você se sente como se estivesse na sua própria casa com pessoas maravilhosas, profissionais qualificados e competentes cheios de boas energias e acima de tudo, sem preconceitos. 

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11/03/2013 Geralda Alves de Oliveira
"Amo ser voluntária da Casa Amor e Vida."
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